terça-feira, agosto 30, 2005
Inferno astral em andamento.
Volto logo.
Volto logo.
quinta-feira, agosto 25, 2005
Estudar numa faculdade de música é um barato! Desde a primeira série do primário até meu último ano de faculdade, sempre fui tachado de CDF pelos meus colegas, só porque não zoneava durante as aulas. Era só levar a aula a sério e pronto: lá vinha a turma do fundão me rotular.
Na faculdade de música é diferente. Todo mundo está interessado na aula, todo mundo REALMENTE quer aprender. Ninguém está ali porque a mamãe mandou, ou só pra dizer que está fazendo faculdade. Ninguém reclama se a aula se estende mais um pouco. A música é mesmo um assunto envolvente, e todo mundo acaba se tornando meio CDF, de uma certa forma.
Na aula de ontem, a galera se empolgou em uma discussão sobre a montagem de uma tétrade diminuta com sexta em terceira inversão. E quem disse que alguém arredava pé da aula?
Na faculdade de música é diferente. Todo mundo está interessado na aula, todo mundo REALMENTE quer aprender. Ninguém está ali porque a mamãe mandou, ou só pra dizer que está fazendo faculdade. Ninguém reclama se a aula se estende mais um pouco. A música é mesmo um assunto envolvente, e todo mundo acaba se tornando meio CDF, de uma certa forma.
Na aula de ontem, a galera se empolgou em uma discussão sobre a montagem de uma tétrade diminuta com sexta em terceira inversão. E quem disse que alguém arredava pé da aula?
terça-feira, agosto 23, 2005
Quando eu tinha 6 anos de idade, fiz uma das viagens mais marcantes da minha vida. Fui levado pelos meus pais a Portugal, para conhecer o país onde meu pai nasceu. Entre os passeios que fizemos, uma passagem pela cidade-natal de meu pai, onde conhecemos a Catedral de Santa Luzia. Uma construção belíssima no alto de uma montanha, que quando observada de noite a partir da cidade, parecia flutuar no céu.
Uma catedral pairando sobre o manto negro da noite. Foi essa imagem gótica e fascinante que eu carreguei por toda a vida da cidade-natal de meu pai: Viana do Castelo. Cresci desejando vê-la de novo, mas nunca da forma que o mundo toma agora conhecimento dela - em chamas.
Voltando ao circo que pega fogo aqui pelas nossas terras mesmo, agora surge esse tal de Buratti fazendo acusações ao Palocci. Um cara com nome que parece ser de carro esportivo, jogando seus dejetos humanos no ventilador do ministro da fazenda. Este, por sua vez, se defende com um discurso longo o bastante para que ninguém tivesse saco de acompanhá-lo na íntegra, e na seqüência, nenhum jornal faz um resumo decente do fato. Mas afinal, qual foi a acusação dessa vez? E quem é e de onde surgiu esse tal de Buratti? Quando os nomes chegam aos nossos ouvidos, a trama toda já está mais do que desenrolada. Será que alguém aí consegue acompanhar o ritmo da bandalheira que acontece nesse país?
Uma catedral pairando sobre o manto negro da noite. Foi essa imagem gótica e fascinante que eu carreguei por toda a vida da cidade-natal de meu pai: Viana do Castelo. Cresci desejando vê-la de novo, mas nunca da forma que o mundo toma agora conhecimento dela - em chamas.
Voltando ao circo que pega fogo aqui pelas nossas terras mesmo, agora surge esse tal de Buratti fazendo acusações ao Palocci. Um cara com nome que parece ser de carro esportivo, jogando seus dejetos humanos no ventilador do ministro da fazenda. Este, por sua vez, se defende com um discurso longo o bastante para que ninguém tivesse saco de acompanhá-lo na íntegra, e na seqüência, nenhum jornal faz um resumo decente do fato. Mas afinal, qual foi a acusação dessa vez? E quem é e de onde surgiu esse tal de Buratti? Quando os nomes chegam aos nossos ouvidos, a trama toda já está mais do que desenrolada. Será que alguém aí consegue acompanhar o ritmo da bandalheira que acontece nesse país?
segunda-feira, agosto 22, 2005
São notícias como essa que me fazem ter ainda mais raiva daquelas pessoas que vêm até nós tentar vender o “Deus-que-lava-mais-branco”. Os quatro últimos parágrafos, em especial, deveriam ser esfregados na cara de cada evangélico que apóia e acredita naqueles engravatados, auto-proclamados “bispos”, “homens de Deus”, que em nome do Altíssimo prometem às pessoas prodígios, milagres e revelações. Ainda que Ele lá em cima não lhes tenha outorgado tal direito.
Talvez Deus seja até um cara legal, mas Ele está incrivelmente mal de representantes por aqui.
Give me something to believe in...
Talvez Deus seja até um cara legal, mas Ele está incrivelmente mal de representantes por aqui.
Give me something to believe in...
quarta-feira, agosto 17, 2005
Me lembro como se fosse ontem, de uma cena que já não vejo há anos: eram dois amigos que costumavam se encontrar todo fim-de-semana, e rodavam para todos os cantos escutando no disc player do carro suas últimas aquisições. Queimar gasolina era apenas um pretexto, o importante era trocar figurinhas sobre suas bandas favoritas. Vez ou outra, uma parada em alguma loja de conveniência ou coisa do tipo, e algumas latinhas bebidas até a metade testemunhavam a conversa ganhar novas fronteiras: política, filosofia, mulheres. E mais uma vez, voltar à música.
Quis o destino que um desses amigos se embrenhasse lá pelo interior de São Paulo, onde encontrou a mulher com quem vai se casar em breve. Quanto ao outro... bom, este ficou para buscar seu par na noite da maior metrópole do país. Talvez a diferença de realidades tenha bifurcado esses caminhos, mas aqueles longos passeios de carro ao som de Rush e Whitesnake jamais serão esquecidos.
Hoje eu quero apenas postar uma humilde homenagem ao primeiro personagem do parágrafo anterior:
Turn my back to the wind
To catch my breath,
Before I start off again
Driven on,
Without a moment to spend
To pass an evening
With a drink and a friend
(...)
Summer’s going fast --
Nights growing colder
Children growing up --
Old friends growing older
Experience slips away...
Feliz aniversário, André !!
Quis o destino que um desses amigos se embrenhasse lá pelo interior de São Paulo, onde encontrou a mulher com quem vai se casar em breve. Quanto ao outro... bom, este ficou para buscar seu par na noite da maior metrópole do país. Talvez a diferença de realidades tenha bifurcado esses caminhos, mas aqueles longos passeios de carro ao som de Rush e Whitesnake jamais serão esquecidos.
Hoje eu quero apenas postar uma humilde homenagem ao primeiro personagem do parágrafo anterior:
Turn my back to the wind
To catch my breath,
Before I start off again
Driven on,
Without a moment to spend
To pass an evening
With a drink and a friend
(...)
Summer’s going fast --
Nights growing colder
Children growing up --
Old friends growing older
Experience slips away...
Feliz aniversário, André !!
terça-feira, agosto 16, 2005
Em um texto chamado “A Pessoa Errada”, Luís Fernando Veríssimo nos fala sobre a pessoa certa para as nossas vidas. O autor defende que nós somos felizes quando encontramos... a pessoa errada. Sim, isso mesmo! A felicidade, segundo ele, vem quando encontramos aquela pessoa que faz tudo errado, que nos tira do sério e acaba com o nosso sono, mas mesmo assim somos loucos por ela, porque o que nos completa não é o certinho, o corretinho, o quadradinho e consequentemente sem graça. A pessoa certa para nós, segundo Veríssimo, é a pessoa errada.
Acho que posso dizer que tenho alguém assim na minha vida. Alguém que, ontem, foi se deitar sem nem me dizer “boa noite” direito, reclamando que minha atenção a sufoca, dizendo que eu respiro todo o ar à sua volta. Essa mesma pessoa amanheceu me cobrindo de beijos, hoje. Dá pra entender?
Bem que eu queria postar qualquer outra coisa, mas ainda não consegui tirar essa perplexidade da minha cabeça...
Acho que posso dizer que tenho alguém assim na minha vida. Alguém que, ontem, foi se deitar sem nem me dizer “boa noite” direito, reclamando que minha atenção a sufoca, dizendo que eu respiro todo o ar à sua volta. Essa mesma pessoa amanheceu me cobrindo de beijos, hoje. Dá pra entender?
Bem que eu queria postar qualquer outra coisa, mas ainda não consegui tirar essa perplexidade da minha cabeça...
segunda-feira, agosto 15, 2005
Mais um retorno
Bem que eu havia pensado em parar, mas resolvi dar mais uma chance a mim mesmo e ao meu blog. O trabalho continua não dando brechas para novos posts, mesmo assim vou dar uma de teimoso e tentar mais uma vez. Definitivamente, a palavra “desistir” não faz parte do meu vocabulário.
Não foi o único retorno que aconteceu nos últimos dias. No último sábado, retornei também aos treinos do Karate. O argumento foi o mesmo: “Sou muito teimoso para desistir”, foi o que eu disse para todos por lá. “É muito bom te ver de volta”, foi o que ouvi de meu sensei. Comovente.
E no sábado à noite, rolou a assim chamada “Despedida de solteiro” do André e da Lu. Bom retornar ao convívio dos velhos amigos, tomar uma cerveja com eles, saber das últimas da vida de todos. E não há de ser a última cerveja que tomamos juntos.
O Aprendiz de Samurai está de volta. Mais uma vez!
Bem que eu havia pensado em parar, mas resolvi dar mais uma chance a mim mesmo e ao meu blog. O trabalho continua não dando brechas para novos posts, mesmo assim vou dar uma de teimoso e tentar mais uma vez. Definitivamente, a palavra “desistir” não faz parte do meu vocabulário.
Não foi o único retorno que aconteceu nos últimos dias. No último sábado, retornei também aos treinos do Karate. O argumento foi o mesmo: “Sou muito teimoso para desistir”, foi o que eu disse para todos por lá. “É muito bom te ver de volta”, foi o que ouvi de meu sensei. Comovente.
E no sábado à noite, rolou a assim chamada “Despedida de solteiro” do André e da Lu. Bom retornar ao convívio dos velhos amigos, tomar uma cerveja com eles, saber das últimas da vida de todos. E não há de ser a última cerveja que tomamos juntos.
O Aprendiz de Samurai está de volta. Mais uma vez!
